A arborização urbana também foi destacada. A Prefeitura de Manaus plantou mais de 45 mil árvores em 2026, número que supera o recorde registrado anteriormente. O prefeito afirmou ainda que determinou que os novos projetos de obras municipais contemplem o plantio e a preservação de árvores.
“Eu determinei que todas as obras, sejam elas de viaduto, novas avenidas, campos, quadras e reformas, toda e qualquer obra que a Prefeitura de Manaus faça, na minha gestão, contemple o plantio de árvores. Nós queremos árvores de porte médio ou grande, porque Manaus tem pressa com relação à questão climática. Não dá para plantar uma árvore que vai dar sombra só daqui a 20 anos. Todos os projetos da Prefeitura de Manaus que ainda estão no forno já têm o plantio de árvores previsto”, anunciou Renato Junior.
A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, afirmou que o enfrentamento à crise climática exige a união entre instituições e municípios.
“É importante nós chegarmos também nas crianças, nos adolescentes, chegarmos nas comunidades, e o Ministério Público está disposto a fazer isso, a sair dos gabinetes e ir para esses locais onde a informação precisa chegar acerca dos riscos que nós da geração atual e das novas gerações estamos sofrendo em razão dessa nossa falta de educação ambiental. Então nós vamos desenvolver uma campanha também com esse viés preventivo, em parceria com a Prefeitura Municipal e também no interior com os prefeitos e com as secretarias de Meio Ambiente, porque todos os promotores do interior também vão vestir essa camisa, vão abraçar essa causa”, complementou a procuradora-geral.
A proposta é construir uma atuação conjunta com a Prefeitura de Manaus e os municípios, especialmente em ações preventivas, de conscientização, monitoramento e fiscalização.
O coordenador das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, Carlos Freitas, apresentou ainda a ferramenta de monitoramento utilizada pelo MP-AM para acompanhar focos de calor no Amazonas. “Essa plataforma permite analisar informações como localização, persistência e severidade dos focos, além de cruzar dados ambientais para apoiar a atuação dos órgãos públicos”, explicou Freitas.
O presidente da AAM, Anderson Souza, defendeu que as alternativas apresentadas pela Prefeitura de Manaus, especialmente a mecanização rural, sejam ampliadas para os municípios do interior.
“É algo cultural do caboclo amazonense fazer o seu roçado. Ele vai queimar sua capoeira, mas está fazendo ali como forma de sobrevivência. O que nós precisamos é ajudar o nosso interior, os prefeitos, a fazer isso como Manaus está fazendo como exemplo. Se Manaus está dando esse exemplo, nós temos que conseguir fazer com que o governo do Estado e o governo federal consigam fazer o mesmo nos municípios”, disse Souza.
Fonte: Prefeitura de Manaus / Fotos –Semcom .

