Depois de enfrentar uma semana sufocante com marcas expressivas nos termômetros e o ar tomado por uma densa névoa de fumaça, os moradores de Manaus puderam respirar um pouco melhor. No início da noite desta quinta-feira (24), uma precipitação atingiu bairros da Zona Centro-Sul, transformando o panorama da cidade.
A calmaria momentânea veio após dias de forte pressão climática. Na última terça-feira (22), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aferiu 38,6°C, a maior temperatura registrada na capital em todo o ano, superando a marca de 37,6°C anotada no dia 1º de setembro.
O cenário crítico não se limitou apenas ao calorão. Na quarta-feira (23), a poluição atmosférica atingiu patamares alarmantes: a concentração média de partículas finas (MP2,5) bateu em 188,5 microgramas por metro cúbico, nível avaliado pela Defesa Civil Municipal como “péssimo”.
Segundo informações da Prefeitura de Manaus, a fumaça densa decorre de queimadas espalhadas por zonas do interior e municípios da Região Metropolitana. Em paralelo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou um crescimento nos focos de calor em solo amazonense neste mês de setembro, em comparação ao mesmo período de 2025.
Embora a chuva tenha colaborado para limpar parcialmente o ar e suavizar o abafamento, especialistas reforçam que o episódio não encerra a temporada de estiagem nem as queimadas. O estado segue sob atenção severa com o tempo seco, enquanto os órgãos competentes monitoram as variações do clima e da qualidade do ar na região.
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