A campanha de vacinação contra a poliomielite será antecipada no estado após a confirmação de um caso da doença no Peru, em dezembro do ano passado. Vacinação contra poliomielite em Benjamin Constant, no Amazonas Rôney Elias/Rede Amazônica O Amazonas está preparando uma campanha de multivacinação, que começa no dia 13 de maio. Um dos focos é o combate à poliomielite. LEIA TAMBÉM: Após caso de poliomielite no Peru, Amazonas faz alerta para importância da vacinação Caso de poliomielite no Peru foi a 500 km da fronteira com Amazonas e Acre A campanha de vacinação contra a poliomielite será antecipada no estado após a confirmação de um caso da doença no Peru. O caso, ocorrido em dezembro do ano passado e confirmado em março de 2023, foi a 500 km da fronteira com Amazonas e Acre, que intensificaram os alertas de vacinação depois do registro. Diante do cenário, o governo federal também anunciou a antecipação do início da campanha de multivacinação nos dois estados para maio. Nos demais estados, a ação deve começar apenas no segundo semestre deste ano. Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou que a campanha começa no dia 13 de maio. “Com o intuito de manter a caderneta de vacinação contra diversas doenças e ampliar a cobertura vacinal”, afirmou, em nota. A campanha é um protocolo que busca ampliar a vacinação, que já fica disponível o tempo todo. “A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informa que a vacinação contra a poliomielite é obrigatória do calendário básico de vacinação infantil e é oferecida regularmente por meio dos postos de vacinação coordenados pelas secretarias municipais de saúde” ,garantiu a instituição. Poliomielite A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus capaz de infectar crianças e adultos. O jeito mais comum de pegar pólio é pelo contato oral com objetos e alimentos mal lavados e água contaminada por fezes de pessoas infectadas. Isso porque, depois que o vírus entra no organismo, ele se multiplica no intestino e é expelido quando a pessoa vai ao banheiro. Também existe uma transmissão por gotículas que ficam suspensas no ar quando a pessoa infectada fala, tosse ou espirra, mas é menos comum. A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte. Os sintomas mais frequentes são: febre mal-estar dor de cabeça dor de garganta e no corpo vômitos diarreia constipação (prisão de ventre) espasmos rígidos na nuca meningite Na forma paralítica ocorre: Instalação prematura de deficiência motora, concomitante de febre. Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores; Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada; Sensibilidade conservada; Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença. Prevenção A vacinação é a principal medida de prevenção da poliomielite. O esquema vacinal consiste em três doses de vacina inativada poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Devem ainda ser tratadas duas doses de reforço, a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade. Caso ainda não possuíssem uma dose de vacina contra poliomielite, as crianças que estavam incluídas no público-alvo da vacinação para a doença devem ser levadas, por pais ou responsáveis, para a aplicação da dose do imunizante em postos de saúde coordenados pelas Secretarias Municipais de Saúde. Vídeos mais assistidos do Amazonas

