O hipertireoidismo na gravidez é uma alteração da glândula tireoide que leva ao aumento da produção dos hormônios T3 e T4, ocorrido em sintomas como cardíacos acelerados ou irregulares, tremor nas mãos ou perda de peso sem motivo aparente.

O hipertireoidismo pode surgir antes ou durante a gravidez, sendo normalmente causado pela doença de Graves, e quando não tratado pode causar problemas como parto prematuro, hipertensão, descolamento da placenta e aborto.

Essa doença pode ser identificada pelo obstetra ou endocrinologista através de exame de sangue, e seu tratamento é feito com o uso de medicamentos que regulam o funcionamento da tireoide. Após o parto, é necessário continuar o acompanhamento médico, pois é comum que a doença ocorra por toda a vida da mulher.

Sintomas de hipertireoidismo na gravidez

Os principais sintomas de hipertireoidismo na gravidez são:

  • Suor excessivo;
  • Intolerância ao calor;
  • Tremor nas mãos;
  • Cansaço ou insônia;
  • Falta de ar;
  • Ansiedade ou nervosismo;
  • Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares;
  • Náuseas e vômitos de grande intensidade;
  • Movimentos intestinais acelerados;
  • Perda de peso sem motivo aparente ou incapacidade de ganhar peso, mesmo se alimentando bem.

Os sintomas de hipertireoidismo na gravidez podem ser muitas vezes confundidos com os sintomas que surgem devido a alterações hormonais comuns na gestação.

Por isso, é importante ter o acompanhamento pré-natal ou consultar o obstetra quando surgirem os sintomas do hipertireoidismo, para ser iniciado o tratamento mais adequado, para evitar complicações.

Marque uma consulta com um obstetra na região mais próxima:

Marque consulta com um obstetra perto de você!

Atendemos mais de 150 convênios em 7 estados do Brasil*.

Marcar Consulta

*Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Sergipe e Distrito Federal

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do hipertireoidismo na gravidez é feito pelo obstetra, através dos mesmos exames de sangue para a mulher não grávida, como dosagem no sangue de T3, T4 e TSH.

Normalmente durante a gravidez, os hormônios TSH encontram-se mais baixos e o T4 pode estar elevado, devido à estimulação da tireoide pelo beta-HCG.

Desta forma, o diagnóstico do hipertireoidismo na gravidez pode ser difícil devido às variações hormonais normais dessa fase.

Por isso, o médico pode solicitar um exame de anticorpo antirreceptor de TSH (TRAb), para ajudar no diagnóstico da doença de Graves, que é uma das causas de hipertireoidismo na gravidez, e descartar outras condições com sintomas semelhantes, como a tireotoxicose transitória gestacional .

Possíveis causas

O hipertireoidismo na gravidez é causado principalmente pela doença de Graves, que é uma doença autoimune em que o corpo produz antirreceptor de tireotropina TSH (TRAb), que se liga à tireoide, estimulando a produção de hormônios, provocada nos sintomas.

A doença de Graves pode surgir durante a gravidez ou antes da gestação. No caso de mulheres que já tiveram a doença de Graves antes da gravidez, normalmente os sintomas podem melhorar no segundo ou terceiro trimestre. Veja mais sobre a doença de Graves.

Como é feito o tratamento

O tratamento do hipertireoidismo na gravidez deve ser feito com orientação do obstetra ou endocrinologista, podendo ser indicado o remédio propiltiouracil no primeiro trimestre da gestação, e o metimazol, a partir do segundo trimestre de gravidez, pois ajuda a regular a produção de hormônios pela tireoide.

No início, são dadas doses maiores para controlar mais rapidamente os hormônios, e após 6 a 8 semanas de tratamento, se a mulher apresentar melhora, a dose do medicamento é reduzida, podendo até ser suspensa após as 32 ou 34 semanas de gestação.

É importante que o tratamento seja feito conforme a orientação médica, pois caso os altos níveis de hormônios tireoidianos possam levar ao desenvolvimento de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Possíveis complicações

As complicações do hipertireoidismo na gravidez podem afetar tanto a mãe quanto o bebê, sendo os principais:

1. Complicações para a mulher

As principais complicações do hipertireoidismo na gravidez para a mulher são:

  • Aborto espontâneo;
  • Parto prematuro;
  • Hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia;
  • Deslocamento prematuro da placenta;
  • Insuficiência cardíaca.

Essas complicações estão relacionadas com a ausência de tratamento ou tratamento incompleto do hipertireoidismo na gestação.

2. Complicações para o bebê

As complicações do hipertireoidismo na gravidez que podem afetar o bebê são:

  • Problemas de tireoide;
  • Baixo ao peso nascer;
  • Prematuridade;
  • Insuficiência cardíaca ou taquicardia;
  • Bócio;
  • Hidropsia fetal.

Além disso, outras complicações para o bebê incluem restrição de crescimento uterino e alterações no desenvolvimento do sistema nervoso, por exemplo.

Cuidados no pós-parto

Após o parto, é necessário continuar tomando os remédios para controlar a tireoide, mas caso a medicação seja suspensa, deve-se fazer novos exames de sangue para avaliar os hormônios 6 semanas após o parto, pois é comum o problema reaparecer.

Além disso, durante o período de amamentação é recomendado que os medicamentos sejam tomados nas menores doses possíveis, de preferência logo após a mamada do bebê e de acordo com a orientação médica.

Também é importante lembrar que as crianças devem fazer exames de rotina para avaliar o funcionamento da tireoide, pois elas têm maiores chances de terem hiper ou hipotireoidismo.

Veja dicas da alimentação para tratar e prevenir problemas na tireoide assistindo ao vídeo a seguir:


Este artigo possui 98% de aprovação

(162 estimativas)

const mainFn = () => { var options = {"language":"pt","isMobile":false}; main.init(options); window.setTimeout(function () { if (typeof amazonAds !== "undefined" && !amazonAds.loadedAds && !!googletag) { googletag.cmd.push(function() { googletag.pubads().refresh(); }); } }, 5000); var _comscore = _comscore || []; _comscore.push({ c1: "2", c2: "21145335" }); var _comscore = _comscore || []; _comscore.push({ c1: "8", c2: "21145335" ,c3: "1111" }); (function() { var s = document.createElement("script"), el = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.async = true; s.src = (document.location.protocol == "https:" ? "https://sb" : "http://b") + ".scorecardresearch.com/beacon.js"; el.parentNode.insertBefore(s, el); } )(); !function(f,b,e,v,n,t,s) {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod? n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)}; if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version="2.0"; n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0; t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0]; s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,"script", "https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js"); fbq("init", "162861800730320"); fbq("track", "PageView"); var propertyId = "UA-10615049-1",gtmId = "GTM-KBJZXMC",layout = "harmony",language = "pt",league = 9; (function (i, s, o, g, r, a, m) { i["GoogleAnalyticsObject"] = r; i[r] = i[r] || function () { (i[r].q = i[r].q || []).push(arguments) }, i[r].l = 1 * new Date(); a = s.createElement(o), m = s.getElementsByTagName(o)[0]; a.async = 1; a.src = g; m.parentNode.insertBefore(a, m) })(window, document, "script", "//www.google-analytics.com/analytics.js", "ga", { "useAmpClientId": true }); ga("create", propertyId, "auto", {"siteSpeedSampleRate": 10}); ga("require", gtmId); if (layout) { ga("set", "dimension2", layout); } if (league) { ga("set", "dimension5", league); } ga("set", "dimension18", language); ga("send", "pageview"); var tag = "GTM-N8S2MQM",dataLayer = "crossDataLayer"; (function(w,d,s,l,i){ w[l]=w[l]||[];w[l].push({"gtm.start": new Date().getTime(),event:"gtm.js"});var f=d.getElementsByTagName(s)[0], j=d.createElement(s),dl=l!="dataLayer"?"&l="+l:"";j.async=true;j.src= "https://www.googletagmanager.com/gtm.js?id="+i+dl;f.parentNode.insertBefore(j,f); })(window,document,"script",dataLayer, tag); main.addDataLayer(dataLayer); var tag = "GTM-P8PXWDX",dataLayer = "tsDataLayer"; (function(w,d,s,l,i){ w[l]=w[l]||[];w[l].push({"gtm.start": new Date().getTime(),event:"gtm.js"});var f=d.getElementsByTagName(s)[0], j=d.createElement(s),dl=l!="dataLayer"?"&l="+l:"";j.async=true;j.src= "https://www.googletagmanager.com/gtm.js?id="+i+dl;f.parentNode.insertBefore(j,f); })(window,document,"script",dataLayer, tag); main.addDataLayer(dataLayer); var backofficeUrl = "https://www.tuasaude.com/b/"; backoffice.init(backofficeUrl); var options = {"enable":true,"blocking":false,"language":"pt","privacyPage":"https://www.tuasaude.com/politica-de-privacidade","googleEvents":true}; consentBar.init(options); var options = {"type":"article","url":"hipertireoidismo-na-gravidez","id":26949,"theme":"gravidez","specialty":{"main":1,"type":"face-to-face","id":29,"descricao":"Obstetrícia Clínica","name":"Obstetrícia","medic":"Obstetra","specialist_slug":"obstetra","medicPlural":"Obstetras"}}; main.setPage(options); if (!amazonAds) { googleAds.onLoad( function() { googletag.display("divGptAd_ts_sticky_footer_desktop"); } ); } } if (typeof main !== 'undefined') { mainFn(); } else { document.querySelector('#mainSiteScript').onload = mainFn; }

Fonte: tudo para melhorar sua saude

Participação.

Deixe uma resposta

sete + 4 =